Amérique du Sud

General Wei Fenghe, Ministro da Defesa Nacional e Conselheiro do Estado da República Popular da China

0

2/6/2019, Discurso ao 18º Diálogo Xangrilá, Global Times, Pequim (trad. não oficial)

Tenho grande prazer em participar do 18º Diálogo Xangrilá. Gostaria de agradecer ao Dr. John Chipman, pelo convite, e ao governo de Singapura, em particular ao Ministério da Defesa, pela calorosa hospitalidade. Também gostaria de parabenizar Sua Excelência o primeiro-ministro Lee Hsien Loong pelo excelente discurso, nesse fórum. Esta é a minha primeira participação no Diálogo Xangrilá, como ministro da Defesa da China. Estou aqui para ampliar a confiança mútua, em nome da cooperação e da paz. Muito me alegra falar sobre a China e a Cooperação Internacional em Segurança.

 I. A humanidade está em uma encruzilhada. Construir uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade é o caminho certo a seguir e a tendência dos tempos.

O mundo passa por profundas mudanças, que não se viam há um século. Fatores e desafios incertos, desestabilizadores, surgem sempre mais. A grande visão do Presidente Xi Jinping de construir uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade é a resposta para a coexistência harmoniosa de pessoas em todo o mundo, a solução efetiva para problemas globais e o caminho certo rumo à paz mundial e ao progresso humano.

Vimos que, ontem, os EUA expuseram sua perspectiva sobre assuntos regionais. Acreditamos que tal perspectiva deva levar em conta a segurança e os interesses comuns dos países da região. Nenhuma abordagem para questões regionais deve recorrer a blocos militares, nem deve minar os interesses de outros. Mantemos pontos de vista diferentes dos que pensam os EUA em várias questões, e nos opomos firmemente a palavras e ações erradas dos EUA referentes a Taiwan e ao Mar do Sul da China. 

É hora de refletir sobre as seguintes questões:

Primeiro, o que devemos escolher: paz e desenvolvimento ou conflito e confronto? Paz e o desenvolvimento ainda é o chamado de nossos tempos e a tendência da história. Mas não param de surgir pontos críticos globais e regionais, um após o outro. E persiste o risco de conflito. Qual a causa das guerras e conflitos regionais, da propagação do terrorismo, do caos no Oriente Médio e da crise de refugiados na Europa? Quem está por trás de tudo isso e qual é a causa raiz? Estas são as questões sobre as quais refletir.

Alguns deliberadamente criam divisão e hostilidade, provocam confrontos, interferem nos assuntos regionais, interferem nos assuntos internos dos outros e frequentemente recorrem às armas. A que interesses servem, nesse mundo, e a quem prejudicam?

Segundo, o que se deve escolher: abertura e inclusão ou isolamento e exclusividade? Olhe para o mundo com mente aberta e inclusiva, e haverá amigos e parceiros em todos os lugares. Olhe para o mundo com mente estreita e exclusivista, e só verá inimigos e adversários. Essa é profecia que se autorrealiza. No entanto, ultimamente, vemos reação crescente contra a globalização e uma onda de protecionismo. Um determinado país defende o unilateralismo, coloca seus próprios interesses à frente de tudo, retira-se de tratados e organizações internacionais. Seriam poucos, talvez, os países que sofrem com a violação deliberada e com sanções intencionais?

Terceiro, o que se deve preferir: cooperação ganha-ganha ou jogo de soma zero? A cooperação ganha-ganha torna a torta maior e traz mais benefícios para todos. O jogo de soma zero não faz vencedor e prejudica os interesses de ambos os lados. Atualmente, mais de 150 países e organizações internacionais aderiram proativamente à Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE) da China. Não muito tempo atrás, mais de 6.000 delegados de 150 países e 92 organizações internacionais se reuniram em Pequim para o segundo Fórum de Cinturão e Estrada para a Cooperação Internacional. As pessoas sabem diferenciar o que é certo, do que é errado.

Quarto, o que se deve preferir: aprendizagem mútua entre civilizações, ou arrogância e preconceito? Há poucos dias, a China sediou com sucesso a Conferência “Diálogo de Civilizações Asiáticas”. Acreditamos que as civilizações humanas são e devem ser coloridas, iguais, inclusivas e dispostas a aprender umas com as outras. Nenhuma civilização deve ser adorada ou menosprezada. Há cicatrizes e tragédias na história da civilização humana que não se dissipam. Para citar apenas alguns, a escravização dos africanos, a expulsão de índios americanos, a colonização na Ásia, África e América Latina, e o assassinato de judeus. Infelizmente, ainda há quem se sirva da ideia decadente de “choque de civilizações”. Por mais racista e intolerante que seja alguém, nem assim esse ideário faria sentido. Como alguém conseguiria tolerar tal regressão da história?

II. Enfrentando uma situação de segurança internacional complexa e volátil, o governo chinês e as forças armadas permanecem comprometidas com a prosperidade e a estabilidade regional e mundial.

Aqueles que estão familiarizados com a história moderna da China devem saber que o país já foi pobre e fraco e passou por uma enorme miséria. O povo chinês sabe muito bem o valor da paz e da crueldade e destrutividade da guerra. Ao longo dos anos, alguns têm imprudentemente divulgado, exagerando e dramatizando a “teoria da ameaça chinesa”, em parte porque não compreendem a história, a cultura e as políticas da China, mas mais provavelmente devido a mal-entendidos, preconceitos ou, até, por efeito de alguma agenda oculta.

A China abraça a via do desenvolvimento pacífico. Esse é o compromisso assumido, mantido e promovido pelo sistema socialista da China, pela política externa de paz independente e pela tradição cultural que valoriza a paz e a harmonia. A China seguirá o caminho do desenvolvimento pacífico. Esse o nosso compromisso solene com o povo da China e do mundo. Assim está posto em letra na Constituição do Partido Comunista da China e na Constituição da República Popular da China, está reafirmada como a vontade do PCC e do Estado. Se não basta isso para convencer algumas pessoas, em que, afinal, acreditariam? Nos últimos 70 anos, desde a fundação, a República Popular da China jamais provocou guerra ou conflito, nem jamais invadiu outro país ou tomou uma polegada de terra alheia. No futuro, por mais forte que seja, a China nunca ameaçará ninguém, não buscará hegemonia nem estabelecerá esferas de influência. A história provou e continuará a provar que a China não seguirá o caminho batido pelas grandes potências que, basta crescer, passam a buscar obsessivamente a hegemonia. A hegemonia não está de acordo com os valores e interesses nacionais da China.

A China abraça decididamente uma estratégia militar de defesa ativa. A estratégia militar da China adere aos princípios de defesa, autodefesa e resposta pós-ataque. Essa estratégia enfatiza que “não atacaremos a menos que sejamos atacados, mas certamente contra-atacaremos, se formos atacados”. A China desenvolve suas forças armadas inteiramente para autodefesa – para defender o país e proporcionar às pessoas um ambiente de trabalho pacífico, e garantir que nosso povo seja protegido dos desastres da guerra e desfrute de uma vida melhor. Nunca praticamos bullying ou atacamos ou saqueamos outros povos, e de modo algum podemos deixar que os outros nos ameacem ou abusem de nós. A China desenvolve seus militares para lidar com ameaças de segurança. Cenário semelhante pode ser encontrado no passado, quando a China teve de desenvolver suas próprias capacidades nucleares sob ameaça nuclear. As despesas de defesa da China são razoáveis e apropriadas. A China reforça a Defesa Nacional a fim de satisfazer as necessidades legítimas de defender sua própria segurança e contribuir para a força mundial pela paz.

Os militares chineses dedicam-se a salvaguardar os interesses da soberania nacional, segurança e desenvolvimento. O Exército de Libertação do Povo (ELP) ELP é a força do povo sob a liderança do CPC. O ELP travou muitas batalhas e não teme sacrifícios. Frente a agressão, coerção ou dificuldades, o ELP avançou de vitória em vitória. Quanto mais severas a pressão e as dificuldades, mais forte e corajoso é o povo chinês. A adversidade só traz à nossa nação mais firme solidariedade e mais força. Como diz a letra do hino nacional chinês: “Levantem-se todos que não querem ser escravizados. Com nossa carne e nossa sangue ergueremos a nova Grande Muralha”. Diante de desafios de segurança assustadores e complexos, o ELP compromete-se a não ceder sequer uma polegada da terra sagrada do nosso país. E não invadirá, não saqueará e não ocupará terras de outros. O ELP não tem intenção de causar problemas a ninguém, mas não tem medo de enfrentar problemas. Se alguém se expuser ao risco de cruzar a linha que tenhamos demarcado, o ELP decididamente tomará medidas e derrotará seus inimigos.

As forças armadas chinesas permanecem comprometidas com salvaguardar a estabilidade e a segurança regional e mundial. A China é defensora ativa das Operações de Manutenção da Paz da ONU. É o maior contribuinte de tropas entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e importante contribuinte de fundos. Estabelecemos uma força de manutenção de paz de 8.000 soldados, pronta para ser implantada. Durante anos, a China promove ativamente a promoção da cooperação bilateral e multilateral de segurança. 

A Parceria Estratégica Integral China-Rússia de Coordenação tem funcionado em alto nível. As relações de estado para estado e entre as respectivas forças militares entre China e EUA mantém-se geralmente estáveis, apesar das reviravoltas e dificuldades. Fortalecemos o senso de destino compartilhado com os países da Associação das Nações do Leste Asiático [ing. ASEAN], aprofundamos a amizade tradicional com Índia, Paquistão e outros países do sul da Ásia, mantemos a coexistência pacífica e a boa vizinhança com os países vizinhos e construímos um bom relacionamento com os países e forças armadas da África e da América Latina.  Em outubro deste ano, a China sediará o 9º Fórum de Beijing Xiangshan. Congratulamo-nos com a defesa e líderes militares e acadêmicos de todo o mundo para participar do Fórum.

III. Enquanto lutamos pela prosperidade partilhada na Ásia-Pacífico, devemos respeitar os interesses centrais e acomodar as preocupações de segurança de todos.

A China defende que todos os países, grandes ou pequenos, fortes ou fracos, ricos ou pobres, são membros da comunidade internacional, em pés de igualdade. Devemos respeitar e acomodar as preocupações legítimas de segurança uns dos outros. A China entende e respeita a soberania, independência e integridade territorial de todos os países e apoia os sistemas sociais e os caminhos de desenvolvimento que cada país escolha com plena independência. A China não é capaz de progredir isoladamente do resto do mundo; e o mundo também precisa que a China prospere. Nós, na China, não cobiçamos os interesses, nem invejamos o desenvolvimento de outros. Mas de modo algum desistiremos de nossos direitos e interesses legítimos. Nenhum país deve esperar que a China permita que sejam infringidos seus interesses de soberania, segurança e desenvolvimento. Quanto ao recente atrito comercial iniciado pelos EUA, se os EUA quiserem conversar, manteremos a porta aberta. Se quiserem luta, lutaremos até o fim. Como se diz nas ruas da China: “Quer conversar? Seja bem-vindo. Brigar? Que seja. Nos intimidar? De jeito nenhum.” Gostaria de ilustrar ainda mais a posição da China em algumas questões em os senhores possivelmente têm interesse.

Primeiro, sobre Taiwan. A questão de Taiwan incide sobre a soberania e a integridade territorial da China. Nenhum país do mundo toleraria a secessão. Visitei os EUA no ano passado. Amigos americanos disseram-me que Abraham Lincoln foi o maior presidente norte-americano, porque liderou o país até a vitória na Guerra Civil e impediu a secessão dos EUA. Os EUA são indivisíveis. Assim também, a China. A China deve ser e será reunificada. Não encontramos desculpa para não o fazer. Se alguém se atrever a separar Taiwan e China, o exército chinês não terá escolha a não ser lutar a todo custo pela unidade nacional. 
Por este meio, tenho uma mensagem para as autoridades do Partido Democrático Progressista (PDP, de Taiwan) e para forças externas. Primeiro, nenhuma tentativa de dividir a China será bem-sucedida.

Segundo, a intervenção estrangeira, na questão de Taiwan, está condenada ao fracasso. Observamos que os norte-americanos mencionaram as Leis de Relações de Taiwan [ing. Taiwan Relations Act (TRA)] no discurso de ontem. É lei de Taiwan ou dos EUA? É lei chinesa ou lei internacional? Não encontramos qualquer razão justificável para os EUA interferirem, mediante leis norte-americanas, na questão de Taiwan.

Terceiro, erra perigosamente quem subestime a determinação e vontade do ELP. Esforçar-nos-emos na trilha da reunificação pacífica, com a maior sinceridade e maiores esforços, mas não prometemos renunciar ao uso da força. Salvaguardar a unidade nacional é dever sagrado do ELP. Se o ELP não pudesse defender a unidade da nossa pátria, que serventia teria?

Em segundo lugar, sobre o Mar do Sul da China. A atual situação no Mar do Sul da China está melhorando na direção de maior estabilidade. É resultado dos esforços comuns dos países da região. No entanto, sempre há pessoas tentando arrancar lucros, agitando os problemas na região. Antes do Diálogo, visitei o Vietnã e Singapura e alcançamos consenso amplo com o general Ngo Xuan Lich e o Dr. Ng Eng Hen sobre a preservação da estabilidade no Mar do Sul da China. Sobre essa questão, tenho algumas perguntas a discutir com os senhores.

Primeira: Quem nesse mundo ameaça a segurança e a estabilidade no Mar do Sul da China? Mais de 100.000 navios navegam pelo Mar da China Meridional todos os anos. Nenhum foi jamais ameaçado. O problema é que, nos últimos anos, alguns países de fora da região vêm ao Mar da China Meridional para flexionar os músculos, falando sobre liberdade de navegação. 

A tentativa de projetar força em larga escala e as operações ofensivas na região são os fatores desestabilizadores e incertos de mais peso no Mar do Sul da China.

Segunda: Quem se beneficiaria e quem sofreria se se gerasse o caos no Mar do Sul da China? Em caso de caos no Mar da China Meridional, nós, os países da região, seríamos os mais diretamente colhidos pelo golpe. Quais são os objetivos de certos países, ao enviarem para a região navios e aeronaves militares que vêm de tão longe? Não há exemplos suficientes de que, sempre que alguns grandes países intervêm em assuntos regionais, criam problemas, partem de volta para de onde vieram e deixam aqui todo o desarranjo a toda a confusão?

Terceira pergunta: A quem cabe manter a estabilidade no Mar do Sul da China: aos países da região ou de fora da região? China e os países da ASEAN alcançaram substantivos avanços na negociação do Código de Conduta no Mar do Sul da China. Esperemos agora que ninguém subestime a sabedoria e a capacidade dos países da região para lidar adequadamente com as diferenças e para preservar a paz. Claro que acolheremos com satisfação sugestões  construtivas de todos os países.

Quarta pergunta: Pode-se definir como “militarização” as construções chinesas em ilhas e recifes do Mar do Sul da China? É legítimo direito de um Estado soberano construir em seu próprio território. A China construiu instalações limitadas de defesa nas ilhas e recifes, para autodefesa. Onde haja ameaças, há defesas. Em face de navios de guerra e aviões militares fortemente armados, como nos manter incólumes, sem construir algumas instalações de defesa?

Em terceiro lugar, sobre a questão nuclear da RPDC [“Coreia do Norte”, no ocidente]. A China está comprometida com a desnuclearização, a paz e a estabilidade da península e com uma solução negociada mediante o diálogo e consulta. Nos últimos anos, o lado chinês fez esforços ativos na promoção de conversações de paz e desempenhou papel construtivo insubstituível. Esperemos que EUA e Coréia do Norte consigam acomodar as respectivas preocupações, com a cabeça fria e paciência; que trabalhem em prol do mesmo objetivo; e que, sem demora, retomem o diálogo pela paz. Os EUA e a RPDC devem manter a abordagem de duas mãos e combinar a desnuclearização com o estabelecimento de um mecanismo de paz. Esperamos que a comunidade internacional responda positivamente às preocupações legítimas da RPDC; que ao seu tempo se sirva da reversibilidade das resoluções do Conselho de Segurança da ONU; que busque a declaração do fim da guerra; e trabalhe ativamente para construir confiança entre todas as partes.

Quarto, sobre as relações China-EUA. Este ano marca o 40º aniversário do estabelecimento de laços diplomáticos entre a China e os EUA. Apesar de todos os altos e baixos, o relacionamento China-EUA tem crescido constantemente nos últimos 40 anos. A lição mais valiosa que aprendemos com o relacionamento de quatro décadas é que a cooperação beneficia os dois lados; e que o confronto fere ambos. Olhando para o futuro, os dois países devem seguir o consenso dos dois chefes de estado e promover uma relação China-EUA com coordenação, cooperação e estabilidade. Com comunicação contínua, as Forças Armadas dos dois países concordaram em muitas questões importantes. 

Primeiro
, em termos de implementação do consenso dos chefes de Estado, os dois comandos militares concordaram em construir sua relação como um estabilizador para as relações globais. 

Segundo
, concordamos em manter comunicação regular no nível estratégico. Anteontem, tive discussão franca e prática com o secretário interino da Defesa dos EUA, Patrick Shanahan. Reafirmamos a importância de manter a comunicação e desenvolver uma relação militar-militar construtiva. 

Terceiro
, em termos de gerenciamento de riscos e prevenção de conflitos, os dois lados reconhecem que conflitos militares ou mesmo uma guerra entre eles seriam desastre para os dois países e para o mundo. Para cooperar, é preciso dois; mas basta um, para começar a briga. Esperamos que os EUA trabalhem conosco para o mesmo objetivo, sigam os princípios de não-conflito, não-confronto, respeito mútuo e cooperação de tipo ganha-ganha. E que direcionem as relações China-EUA no rumo certo.

O sucesso que a China alcançou nos últimos 70 anos, desde a fundação do país, não é dádiva nem presente que tenhamos obtido de outros. E a China não cresceu nem progrediu à custa de expansão militar ou de exploração colonial. 

Em vez disso, a China desenvolveu-se mediante o trabalho árduo, a sabedoria e a coragem do povo chinês, e mediante a cooperação ganha-ganha com o mundo, desde a reforma e abertura. 

Hoje, sob a firme liderança do Comitê Central do PCC, com o camarada Xi Jinping ao centro, a China desfruta de estabilidade política, coesão social e crescimento econômico estável. Abençoado com paz, harmonia, prosperidade e boa governança, o país está progredindo em todas as frentes. 

O povo chinês está empenhado em realizar o Sonho Chinês, de grande rejuvenescimento nacional. As forças armadas chinesas estão prontas para trabalhar com as forças armadas de outros países do Pacífico Asiático, de modo a responder conjuntamente aos desafios, promover a construção de uma comunidade da Ásia-Pacífico com futuro compartilhado e salvaguardar a paz e a estabilidade na região.*******

QNavy

Drip, Drip, Drip, The Great Awakening, This Is The Storm – Episode 1887b

Previous article

Why Is Nobody Talking About THIS?!?

Next article

You may also like

Comments

Comments are closed.