Amérique du Sud

Líbano, Relatório de Situação (SitRep): Como aconteceu de 2.750 toneladas de nitrato de amônia permanecerem armazenados no porto de Beirute por seis anos

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6/8/2020, The Saker, de Al-Mayadeen 

Boa-tarde,

Quem vir estas imagens não acreditará que mostram o porto de Beirute há apenas 24 horas, cheio de vida, antes de ser (completamente) destruído pela (explosão) de 2.750 toneladas de nitrato de amônia, armazenadas de forma indevida no armazém n° 12, durante vários anos.

Beirute foi confrontada com a cena terrível, da explosão que causou dezenas de mortos e milhares de feridos, além de destruir e danificar milhares de casas, casas, prédios, instituições e empresas.

A carga de nitrato de amônia estava no porto desde 2013, por decisão da justiça libanesa, ainda durante o governo de Najib Miqati, no mandato do Ministro dos Transportes Ghazi al-Aridi e do Diretor Geral das Alfândegas da época, Chafiq Mir’i.

Um navio moldavo vindo da Geórgia e com destino a Moçambique foi detido quando entrou no porto de Beirute carregado com toneladas de nitrato de amônia. Esse navio, depois de inspecionado, foi proibido de voltar ao mar. E a carga foi apreendida. Posteriormente, o juiz de plantão em Beirute, Nadim Zweyn, autoridade sobre emergências no porto, ordenou que o navio atracasse e descarregasse a carga, já então apreendida, em resposta a ação do escritório de advogados Baroudi & Associés.

A partir daí, a justiça não mais respondeu aos pedidos do Departamento Aduaneiro, para que voltasse a analisar e reconsiderasse a movimentação da carga explosiva. Em 2017, o Departamento Aduaneiro enviou pedido por escrito ao juizado das emergências no porto, em Beirute, exigindo autorização ou para reexportar o nitrato de amônia ou para vender a carga a uma fábrica de explosivos.

Ainda mais grave, a Direção Geral de Segurança do Estado libanês enviou relatório urgente ao antigo chefe de governo Saad Hariri e ao seu Ministro do Interior Raya al-Hassan, alertando para os perigos daquela carga inadequadamente armazenada no porto. Mas ninguém levou a sérios nem o relatório nem os alertas.

Photo: reuters/Mohamed Azakir

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